Greve paralisa 80% dos ônibus em SP; Hanashiro ameaça com demissões
São Paulo, 6 (AE) - A greve dos motoristas e cobradores de ônibus paralisa aproximadamente 80% dos ônibus da capital, segundo avaliação do sindicato dos trabalhadores da categoria. A São Paulo Transportes (SPtrans) não tem estatística mais precisa e estima que 50% das empresas têm pelo menos um ônibus nas ruas. A greve é pelo pagamento da participação nos lucros e também pelo pagamento do salário de março que não teria sido feito por algumas empresas, segundo o sindicato. O rodízio de veículos foi suspenso por causa da greve. Às 8h30 foi registrado o pico de lentidão no período da manhã em 99 com 114 quilômetros de congestionamentos.
O secretário dos Transportes, Getúlio Hanashiro, ameaça com demissões, caso a greve não seja encerrada. As empresas, inclusive, já estariam convocando interessados nessas vagas para comparecer na sede da Rua Santa Rita e nas garagens da Viação Penha-São Miguel (Avenida São Miguel) e da Viação Campo Belo (Estrada de Itapecerica).
Segundo a SPTrans, apenas três terminais estão abertos (Casa Verde, São Mateus e Cachoerinha). Os ônibus estariam operando do lado de fora dos terminais para evitar que os coletivos fiquem bloqueados. Quatro ônibus foram depredados, sendo dois da Viação Santo Stevam (Rua Leandro Sevília, 99) e dois da Viação Tânia (Rua Jorge Duprat, 148). As regiões mais prejudicadas pela greve são a leste e sul. As regiões oeste e sudeste são as que têm mais ônibus circulando, segundo o sindicato.
Agora há pouco aconteceu uma reunião entre o secretário dos Transportes e dirigentes do sindicato dos trabalhadores. Hanashiro apresentou algumas propostas relacionadas às catracas eletrônicas, que deverão ser analisadas numa assembléia de trabalhadores, que acontece logo mais às 11 horas na sede do sindicato.





