Sorocaba (SP), 19 (AE) - Cerca de 2.100 dos 2.500 trabalhadores da ZF do Brasil, fabricante de autopeças de Sorocaba, entraram em greve hoje, em protesto contra a demissão de 35 funcionários e reivindicando melhorias salariais. A greve foi decidida às 9 horas, em assembléia realizada no portão principal da fábrica.
O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Egberto Della Bella Navarro, participou da assembléia, acompanhada também pelo deputado estadual Hamilton Pereira (PT). Os trabalhadores reivindicam o cancelamento de 35 demissões por justa causa, ocorridas no período de 25 a 29 de julho, em consequência de outra paralisação, e a retomada das negociações sobre a política de cargos e salários. Os demitidos estão há 20 dias acampados na frente da fábrica.
Segundo o sindicato dos metalúrgicos de Sorocaba, a pauta de reivindicações foi enviada na semana passada à empresa, mas a ZF não se manifestou. A greve paralisou toda a produção da unidade, que fabrica sistemas de direção para automóveis, ônibus e caminhões. Apenas funcionários do setor administrativo continuavam trabalhando na tarde de hoje. Era aguardada a adesão do turno da noite, que entraria em serviço às 20 horas.
No início da greve, a empresa chamou a Polícia Militar para garantir a entrada de quem quisesse trabalhar. Os ônibus foram barrados pelos grevistas e houve um princípio de tumulto.
O metalúrgico Arlindo Garcia alegou ter sido agredido por policiais militares. Com ferimentos nos braços, ele foi atendido no Hospital Regional registrou queixa na Delegacia Seccional de Polícia. A empresa iria posicionar-se no fim da tarde sobre o movimento.

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