Curitiba- Serviços de envio de correspondências ou encomendas, que dependem de logística mais refinada, como o Sedex 10 e o Sedex Mundi, foram suspensos pelos Correios por causa da greve dos trabalhadores, que entra hoje no terceiro dia. A direção da empresa assegurou, por meio da assessoria de imprensa, que os demais serviços estão funcionando normalmente. Em Curitiba, 280 pessoas foram contratadas temporariamente para dar apoio aos trabalhos de tratamento e separação das correspondências, que estão sendo realizados no quartel do Exército, no bairro Boqueirão.
Enquanto o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR) garante que a adesão, ontem, aumentou para 80%, a direção da empresa afirma que esse é o contingente que continua trabalhando, especialmente, na área de entregas. Ou seja, dos 3 mil carteiros do Estado, perto de 2,4 mil ainda estariam cumprindo suas atividades.
O secretário-geral do Sintcom-PR, Nilson Rodrigues, disse que o sindicato ingressará com medida judicial contra a contratação de funcionários terceirizados, pois, segundo ele, o ingresso nos Correios só poderia ser feito por meio de concurso público. ''O ato é ilegal até porque estamos em dissídio'', alegou.
Ontem, os grevistas continuavam concentrados em frente ao edifício-sede dos Correios, no centro de Curitiba, e prometem manter a paralisação enquanto não houver acordo. Uma comissão de trabalhadores está em Brasília (DF) esperando ser recebida pela direção nacional dos Correios.
Em Londrina, segundo um dos diretores do Sintcom, Paulo Sérgio Gomes do Prado, a adesão ao movimento cresceu e atinge 50% da categoria. Apesar disso, as agências Central e da Avenida J.K. funcionam normalmente.
Prado destacou que há sete caminhões com cartas registradas e sedex no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (na Zona Oeste), onde também funciona um dos quatro Centros de Distribuição Domiciliar (CDDs). E que haverá atraso na entrega do material. ''As pessoas poderão pedir indenização pelo atraso na entrega desses produtos'', disse.
Para garantir o funcionamento das agências, os Correios contrataram trabalhadores temporários e transporte alternativo, utilizando dependências do 5º Batalhão da Polícia Militar (5ºBPM), onde está sendo feita a triagem dos objetos.
O diretor sindical afirmou que a empresa vem ameaçando os grevistas e que, através de mensagem eletrônica, comunicou que a redução da proposta de reajuste salarial. Prado destacou que a contratação de pessoas para executar o trabalho dos funcionários que estão em greve contraria a lei federal 7.783, que proíbe a rescisão contratual e a contratação de substitutos.

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