Greve nos Correios completa 12 dias
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
Diego Ribeiro<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários dos Correios do Paraná rejeitaram, na manhã de ontem, a proposta do governo federal e não voltaram a trabalhar. Cerca de 85% dos funcionários estão parados desde o dia 1º deste mês, quando iniciou a paralisação. A greve dos Correios entra hoje em seu 12º dia e já é a maior da história da instituição. Segundo a assessoria de imprensa dos Correios do Paraná, esta greve ultrapassou a que durou nove dias em 2005.
A principal reinvindicação dos trabalhadores é em relação ao Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), que teria sido implantado sem discussão e anuência dos empregados. A proposta rejeitada oferecia um aumento de 30% no adicional de risco apenas aos carteiros durante os próximos 60 dias, equanto fosse ainda mantida uma negociação neste prazo.
Cerca de 100 manifestantes do sindicato da categoria (Sintcom-PR) levaram faixas, velas e um caixão até a solenidade de passagem do prédio da antiga Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônina para a Universidade Federal do Paraná (UFPR), para pedir ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que intervenha em favor da categoria. Entretanto, Bernardo não atendeu os manifestantes. Hoje, representantes da classe do país inteiro se reúnem em Brasília para discutir a greve.
INSS e Embrapa
A assessoria de imprensa da Federação Nacional dos Servidores da Previdência (Fenasp), informou que respresentantes da categoria devem se reunir em Brasília hoje para debater como será realizada a greve das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A menos que o governo federal convide representantes da classe para uma nova negociação, a paralisação pode acontecer dia 5 de agosto.
Já os servidores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Floresta, de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), também rejeitaram a proposta de aumento salarial de 7% e 11,9% de aumento no vale alimentação, aceita ontem pela Embrapa Soja, em Londrina. Mesmo assim, os 176 servidores voltaram ao trabalho depois de três dias parados.


