Greve nos bancos deixa correntista na mão
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quarta-feira, 08 de outubro de 2008
Edson Pereira Filho<BR>Reportagem Local 
Londrina- A dor de cabeça para clientes desavisados na frente das agências bancárias deu o tom no primeiro dia de greve nacional da categoria. Na região central de Londrina, correntistas tentavam em vão obter informações sobre depósitos, saques em cheques entre outros serviços. A salvação, em parte, se deu pelos caixas eletrônicos.
A greve é por termpo ideterminado, segundo o Comando de Greve de São Paulo, que representa 430 mil bancários em todo País. A reportagem presenciou várias discussões entre seguranças de bancos e clientes, que queriam saber como resolver suas pendências bancárias.
Clientes perguntavam por que o dinheiro depositado no caixa eletrônico não seria compensando pelas agências. Carlos Ambrosio, cliente do Banco do Brasil, contou que comprou um computador com cheque pré-datado para hoje. ''O cheque vai cair na minha conta e não será compensado'', lamentou.
Ambrosio disse foi à loja onde comprou seu PC e ficou sabendo que o cheque havia sido repassado para terceiros. ''Estou tentando conversar com a gerência do banco, mas o segurança da agência disse que dinheiro depositado não será compensado e que não havia ninguém para resolver meu problema'', comentou indignado.
Em frente a agência da Caixa, no Centro de Londrina, o empresário Serafim de Oliveira e sua mulher, Rosemara Bertola, também foram pegos de surpresa. ''Não sabia da greve'', comentou. Oliveira estava com um cheque para ser descontado e não sabia a quem recorrer. ''Tenho que pagar água, luz, funcionários, fornecedores e estou de mãos atadas'', reclamou.
De acordo com o dirigente sindical Geraldo Fausto dos Santos, das 72 agências que funcionam em Londrina, 20 estavam paralisadas. Outras 6 agências da base territorial da entidade, que abrange 26 cidades, também não funcionaram.
Ao todo são 28 mil bancários no Paraná. Em Londrina e região, segundo estimativa do sindicato, mil dos cerca de 2 mil funcionários que compõem a base, pararam ontem.
A categoria reivindica 13,23% de reajuste salarial (sendo 5% de aumento real); contratação de funcionários para bancos privados e públicos - com abertura de concurso; criação de dois turnos de trabalho (6 horas/6 horas); fim do assédio moral na agências, que estariam cobrando metas abusivas de vendas de produtos bancários; plano de carreira e melhores condições para saúde. ''Temos muitos problemas com depressão e alcoolismo na categoria, devido a carga de trabalho exagerada e as cobranças abusivas das chefias'', declarou Jair Sambudio, diretor de Formação dos Bancários de Londrina.


