Curitiba- Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que buscaram atendimento, ontem, em Curitiba, tiveram que voltar para casa sem ser atendidos. Segundo informações da assessoria de imprensa do órgão no Paraná, a greve dos servidores, deflagrada nacionalmente, atingiu, parcialmente, duas agências da Capital (Visconde de Guarapuava e XV de Novembro) e uma de Guarapuava.
Já o Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprevs) garante que o movimento teve adesão, também, em Cascavel, Foz do Iguaçu e Apucarana. Entre 55% e 60% dos funcionários teriam cruzado os braços nesses municípios. Os servidores da Saúde e do Trabalho, por enquanto, não aderiram à greve.
O diretor do Sinprevs, Hélio de Jesus, afirmou que, em Londrina, a paralisação deve ser iniciada na segunda-feira, já que, hoje, é feriado na cidade. ''Não queremos caracterizar um feriadão e sim uma greve'', justificou. Durante a próxima semana, o comando de greve pretende realizar reuniões em outros municípios para mobilizar mais servidores. O Paraná tem cerca de 1,6 mil funcionários.
Na pauta nacional, os servidores do INSS reivindicam a reestruturação das carreiras; recomposição dos salários; pagamento do abono pecuniário até que plano de cargos seja implantado; cumprimento dos acordos da última greve; e realização de concurso público. Segundo Jesus, as perdas com o não pagamento do abono já chegam a 47,11%.
O INSS não chegou a contabilizar o número de funcionários que não trabalharam, ontem, no Paraná, mas assegura que a adesão foi pequena. Segundo a assessoria de imprensa, os requerimentos de auxílio-doença e auxílio-acidente, perícias médicas já agendadas e outras solicitações de benefícios, também, previamente marcadas, assim como desbloqueios de pagamentos, continuarão sendo atendidos normalmente. Ainda de acordo com o INSS, caso a adesão à greve aumente, o órgão irá priorizar os serviços.

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