A mobilização dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Paraná, ganhou peso no Interior, ontem, com a adesão à greve de, pelo menos, outras 10 cidades, entre elas, Londrina. Segundo informações do sindicato que representa a categoria, em duas das três agências da cidade os funcionários paralisaram as atividades: Duque de Caxias e Shangri-Lá. Apenas a agência João Cândido não aderiu, por enquanto, à greve.
Em Curitiba e região metropolitana, a paralisação atinge quase todas as 11 agências, com exceção da unidade da Vila Hauer, em Curitiba, e de Colombo, que realizam assembléia, hoje, para discutir a adesão ao movimento. Até o fechamento desta edição, os servidores de Jacarezinho, Paranavaí e União da Vitória também discutiam a possibilidade de paralisação.
Já a assessoria de imprensa do INSS informou que em todas as agências da Grande Curitiba a greve é parcial. Continuam a ser atendidos os pedidos de auxílio-doença, auxílio-acidente, perícias médicas, pensão por morte e salário-maternidade, bem como as solicitações agendadas antes da greve.
A presidente do Sindicato dos Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprevs), Jaqueline Mendes, confirmou que os atendimentos estão sendo feitos, pois, segundo ela, o propósito da greve não é penalizar os segurados. ''Em nenhuma agência a paralisação foi total. A população não irá perecer por causa da greve. A população está perecendo há muito tempo por falta de servidor público'', afirmou, reforçando um dos itens da pauta de reivindicações, que é a realização de concurso público.
Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do INSS, a greve atingiu, ontem, parcialmente, as agências de Cascavel, Foz do Iguaçu, Realeza e Palmas; e três agências da região de Ponta Grossa (Guarapuava, Jaguariaíva e Ponta Grossa).
Pelo balanço do Sindiprevs, a mobilização inclui, também, as cidades de Paranaguá, no Litoral do Estado, e Maringá, não citadas pelo INSS.

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