Greve nas estradas terá apoio parcial
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sábado, 27 de janeiro de 2001
Israel Reinstein De Curitiba 
O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) precisa torcer para que a indignação da categoria seja maior que o apoio que entidade vem recebendo. O coordenador do movimento, André Felisberto, tinha anunciando o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e donos de postos. No entanto, às vésperas da manifestação, essas categorias indicam que não irão além que um gesto solidariedade. Mesmo assim, Felisberto disse que a paralisação deve atingir 80% dos 280 mil veículos de transportes do Estado.
Ontem, a coordenação do MST informou que não vai participar diretamente de nenhuma manifestação dos caminhoneiros. A entidade disse que é solidária ao protesto contra o pedágio, que, segundo a coordenação estadual do movimento, prejudica todo mundo, inclusive os pequenos produtores.
Quanto aos postos de combustíveis, o próprio andré Felisberto admite que não haverá adesão total. Muitos postos estão com dívidas de caminhoneiros, por isso eles querem que o movimento dê certo para receber estes produtos, disse Felisberto. Há dez dias, Felisberto disse que os postos estavam deixando de comprar diesel. Mas o recente aumento da margem de lucro do diesel, tornou-se uma ilusão de que o dono de posto vai ganhar mais. Mas o caminhoneiro está quebrado e não pode pagar as dívidas, afirmou.
Além da falta de apoio, os caminhoneiros vão ter que enfrentar o repúdio do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam) e da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar). O presidente da Fetranspar, Walmor Weiss, disse que a entidade não apoia a paralisação por entender que o movimento é político. Não vamos ser boi de piranha nessa briga, avisou.
Para Weiss, foi aberto um canal de conversação com o Ministério dos Transportes que vem dando resultado. Agora vêm lideranças oportunistas querendo conseguir palanque, criticou. Estamos defendendo a categoria e não vou discutir com Weiss, que é um gato de estimação do governo , alfinetou André Felisberto.
O Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) quer o fim do pedágio, a regulamentanção da profissão e o tabelamento do frete vinculado com o valor do óleo diesel e quilômetro rodado. O Sindicam também vem brigando por essas reivindicações, afirmou o presidente do sindicato, Diumar Cunha Bueno. Ele acrescentou que o MUBC trabalha apenas com slogans.
Mas André Felisberto disse que Bueno não representa a categoria. Os caminhoneiros já sabem quem deve seguir e, por isso, estarão cruzando os braços a partir de domingo, afirmou.


