Greve não cancela visitas em unidades prisionais
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sexta-feira, 09 de julho de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
O primeiro dia de greve dos agentes penitenciários, em seis unidades prisionais terceirizadas do Estado, teve pouca adesão da categoria. Em Londrina, na Casa de Custódia, os agentes não iniciaram o movimento e esperam a adesão da categoria em outras unidades, como Foz do Iguaçu, Guarapuava e Curitiba. Ontem, a Secretaria de Justiça anunciou que o dia de visitas, no próximo domingo, não será cancelado nas unidades prisionais.
No entanto, o primeiro dia de greve foi marcado por muita especulação e informações desencontradas. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas Administradoras de Casas de Custódias e Penitenciárias do Estado do Paraná (Sitepec) divulgou uma nota em que anunciou ''100% de adesão'' à greve nas unidades de Curitiba, Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel, e adesão parcial nas unidades de Piraquara e Guarapuava.
A Secretaria de Justiça por sua vez divulgou que em Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina e Curitiba não houve adesão à greve. Segundo a secretaria de Justiça, apenas em Cascavel 50% dos 131 funcionários teriam parado, e 18% dos 313 agentes, em Piraquara.
A Secretaria de Justiça informou ainda que em Cascavel, onde houve maior adesão, o trabalho dos que entraram em greve estava sendo executado por agentes penitenciários estaduais, remanejados de outras unidades. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, foram chamados trabalhadores que estavam de folga ou em férias, de outras unidades.
Os agentes penitenciários reivindicam reajuste salarial, aumento do auxílio-alimentação e pagamento de adicional por risco de vida. O salário base da categoria é de R$ 605,00 e o reajuste pedido é de pelo menos 20%. ''São benefícios (adicional por risco de vida) que os funcionários estaduais têm'', disse Renato Levandowski, delegado sindical em Cascavel.


