Londrina – Os funcionários da TIL Transportes Coletivos rejeitaram as propostas apresentadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) e da empresa em assembleia realizada no final da tarde de ontem e a greve no transporte metropolitano entra no terceiro dia consecutivo na região de Londrina. O entrave nas negociações continua por causa das discussões sobre o futuro dos cobradores nos ônibus. A 6ª Vara do Trabalho realizou uma audiência de conciliação entre representantes da empresa e do Sinttrol na noite da última segunda-feira, no entanto, a reunião terminou sem acordo.
A Justiça deu prazo de 24 horas para manifestação do Ministério Público do Trabalho (MPT) sobre a legalidade da greve por conta da paralisação de 100% da frota. O parecer seria protocolado na noite de ontem na 6ª Vara do Trabalho. Além do pedido em primeira instância, a TIL também recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Curitiba, e defende que pelo menos 30% do atendimento deveria ser mantido pelo sindicato, que alega que outras empresas oferecem o mesmo serviço para passageiros nos trechos entre Ibiporã, Londrina e Cambé.
A assessoria de imprensa do Metrolon, que representa as empresas responsáveis pelo transporte coletivo em Londrina e região, informou que a proposta para os funcionários continua sendo o reajuste salarial de 7,12%, mais 26 tíquetes alimentação no valor R$ 4,00, desde que a empresa fique liberada da contratação de novos cobradores.
De acordo com o presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, a direção do sindicato cogitou a possibilidade de aceitar a reposição salarial e o vale alimentação com o adiamento da discussão sobre os cobradores, mas a proposta também foi rejeitada pela categoria. Duas reuniões foram realizadas entre representantes patronais e empregados na manhã de ontem, sem avanços. "Vamos continuar insistindo na abertura das negociações com a TIL. A empresa radicalizou de um lado e os trabalhadores do outro", avaliou Silva, que teme pelas demissões de cobradores caso a proposta da empresa seja aceita pela categoria. A TIL possui 370 funcionários, sendo 170 motoristas e 105 cobradores. Outra empresa que opera na região metropolitana é a Viação Garcia.

SEM VALE


Os passageiros de Ibiporã e Cambé que trabalham em Londrina reclamam, principalmente, da necessidade de realizar o pagamento das viagens de ida e volta sem o uso do vale transporte, com validade apenas para os ônibus da TIL. Além disso, os valores cobradores pelo ônibus das linhas que vão até Jataizinho e Rolândia são mais caros. Outro problema são os horários e pontos de ônibus diferenciados, o que acaba colaborando com os atrasos dos funcionários de empresas e lojas em Londrina.

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