Curitiba- Os servidores da Justiça do Trabalho no Paraná decidiram, em assembléia realizada ontem, não acatar uma portaria da presidência do Tribunal Regional do Trabalho que determinava a realização das atividades mínimas essenciais do órgão. ''A paralisação continua como estava'', disse José Padilha, integrante do comando de greve.
Em portaria publicada na segunda-feira, a juíza Wanda Santi Cardoso da Silva, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região, determinou a manutenção das atividades mínimas essenciais em todas as varas da Justiça do Trabalho no Estado.
A portaria estipulava a realização de audiências a partir de amanhã; manutenção parcial dos serviços de distribuição de feitos de primeiro grau, a partir de ontem, com o recebimento de petições iniciais, medidas urgentes e expedição de certidões. Além do retorno dos servidores ao trabalho, também a partir de ontem, em sistema de rodízio, para a manutenção das atividades essenciais.
A portaria determinava que os diretores de secretaria ou de serviço deveriam registrar as horas não trabalhadas no rodízio dos servidores subordinados convocados.
Segundo o comando de greve, até a tarde de ontem servidores de 68 das 77 varas da Justiça do Trabalho no Paraná haviam aderido à paralisação. Entretanto, a presidência do Tribunal Regional do Trabalho informou que até o início da semana 62 varas aderiram ao movimento.
Segundo a assessoria de imprensa do TRT, as audiências estavam sendo realizadas em 36 varas. A presidência do tribunal informou que espera que seja cumprida a determinação de realização de audiências em todas as varas a partir de amanhã.
A greve dos servidores da Justiça do Trabalho no Paraná teve início no dia 17 de maio. Os funcionários reivindicam a aprovação e sanção do Plano de Cargos e Salários do Judiciário Federal.

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