Rio - Com a greve dos servidores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), iniciada anteontem, os postos de saúde de todo País deixarão de receber 490 mil doses diárias de vacinas. Também estão prejudicados os 7 mil testes diários para diagnósticos de doenças, incluindo os de HIV, e a distribuição de sete dos 12 remédios do coquetel que controla a doença, além de cerca de 1 milhão de medicamentos para mais de 30 tipos de outras enfermidades.
Esta é a quarta paralisação da Fiocruz nos últimos 30 dias. Mas pela primeira vez a distribuição de medicamentos e vacinas estará interrompida. Esta decisão, segundo a diretora da Associação dos Servidores da Fundação (Asfoc), Rita Mattos, é o ''resultado da intransigência do governo em não atender às reivindicações da categoria'', que reúne 4 mil servidores em todo Brasil. ''Há um ano, estamos negociando, sem nunca termos interrompido a distribuição. Mas chegamos ao nosso limite'', afirma.
Além da reposição de 26,06% referentes às perdas impostas pelo Plano Bresser, em junho de 1987, os servidores querem o aumento da gratificação por desempenho em atividade de ciência e tecnologia (de 35% para 50%) sobre o salário base dos três níveis da categoria (superior, técnico e auxiliar).

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