Greve já suspende primeiros serviços
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), 70% dos profissionais da área operacional da empresa (atendentes, carteiros e operadores de triagem e transporte) cruzaram os braços no primeiro dia de paralisação da categoria. Em assembleia realizada na tarde de ontem, em Curitiba, eles avaliaram o início do movimento no Estado.
Os Correios informaram que só retomam as negociações se a paralisação for cancelada, mas a categoria rejeitou a condição e permanece em greve. Na noite de terça-feira, o Comando de Mobilização Nacional já havia deflagrado a paralisação, repassando a decisão para os 35 sindicatos de todo o País.
Por causa da greve, os serviços de entrega rápida dos Correios, como Sedex Hoje, Sedex 10 e Disque Coleta, estão temporariamente suspensos. Segundo o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, a entrega de cartas e encomendas comuns continuará sendo feita, mas poderá haver atrasos. Ele concedeu entrevista coletiva em Brasília, na tarde de ontem, para falar da paralisação dos trabalhadores. Algumas agências franqueadas também continuam atendendo a população.
No Estado, além da capital, a mobilização atingiu primeiramente as agências de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cascavel. Entretanto, mais sedes dos Correios em outras cidades também devem aderir ao movimento de greve nos próximos dias, conforme informou o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR). No Paraná são 6,2 mil trabalhadores dos Correios. Deste total, entre 3,3 mil e 3,5 mil são responsáveis pela área operacional, sendo que 2,8 mil já paralisaram as atividades.
Segundo a categoria não houve avanços na negociação com a empresa, sendo rejeitada a proposta de 6,87%. Eles alegam que o índice apresentado não repõe a inflação do período, entre agosto de 2010 e julho de 2011, que foi de 7,16%. Os trabalhadores também cobram a contratação de novos funcionários, melhores condições de trabalho, aumento real salarial de R$ 400, piso salarial de R$ 1.635,00, o pagamento das perdas salariais de 24,76% acumuladas entre 1994 e 2010, vale-alimentação de R$ 30 e redução da jornada de trabalho dos atendentes para seis horas.
Segundo o presidente do Sinticom-PR, Luiz Antônio Ribeiro de Souza, a última paralisação dos trabalhadores dos Correios ocorreu por 10 dias em 2009.
De acordo com os Correios, até as 12 horas de ontem, cerca de 32% dos 109 mil trabalhadores em todo o Brasil aderiram à paralisação. Segundo o presidente da empresa, Wagner Pinheiro, os funcionários que estão em greve terão o ponto cortado.


