Greve impede matrícula na UFPR
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segunda-feira, 02 de julho de 2007
Andréa Lombardo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - As matrículas para o segundo semestre na Universidade Federal do Paraná (UFPR) deveriam começar, ontem, de acordo com o calendário da instituição. Mas, por causa da ocupação do Centro de Computação Eletrônica (CCE), por servidores técnico-administrativos em greve, os alunos não puderam acessar o portal na internet, que está desativado. A expectativa, ontem, era de que o movimento terminasse hoje, quando se completam 35 dias de paralisação. O fim da greve dependia do resultado das negociações, em Brasília. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia acabado. Os servidores do Paraná fazem assembléia hoje.
A assessoria de imprensa da UFPR assegurou que as matrículas para o segundo semestre não serão prejudicadas. Até o dia 7, estende-se o prazo para que os alunos escolham, pela internet, as disciplinas que irão cursar. A consolidação das matrículas só acontece depois desse prazo, quando os coordenadores dos cursos fazem o fechamento das turmas.
O presidente do Sinditest (sindicato que representa a categoria em greve), Luiz Carlos Belotto, disse que, a partir de hoje, a desocupação do CCE seria gradual. Caso as negociações com os ministérios da Educação e Planejamento fossem positivas, a paralisação poderia se encerrar hoje e o sistema de processamento voltaria a operar normalmente. Do contrário, o comando iria reavaliar a desocupação e a intensificação da greve em outros setores.
Sobre a realização do Festival de Inverno, que começa no próximo sábado, em Antonina, Litoral do Estado, a UFPR informou que a programação está mantida. Havendo continuidade na paralisação, a universidade encontrará alternativas para o transporte do pessoal envolvido na organização do evento.


