Para as lideranças que dão sustentação à greve do INSS no Paraná, a suspensão dos serviços ao público foi a última saída para enfrentar o arrocho salarial imposto pelo governo Fernando Henrique. A opinião é de Jaqueline Mendes de Gusmão, diretora da Secretaria Jurídica do Sindiprev, a entidade sindical que representa a categoria no País. ''Para nós é muito desagradável vermos as pessoas não serem atendidas, porém não dá mais para aguentar as dificuldades financeiras que estamos enfrentando com sete anos sem reposição salarial. Nós também estamos com as contas atrasadas'', conta a dirigente.
Segundo Jaqueline Mendes, o governo federal vende uma imagem falsa do INSS. ''O governo federal não faz concurso público há 15 anos. O quadro dos servidores federais diminuiu. Não tem gente suficiente para garantir um bom atendimento ao público'', argumenta ela.
A dirigente do Sindiprev critica ainda a reformulação das agências de atendimento, medida adotada pelo governo federal nos últimos meses. ''O visual ficou ótimo, mas o sucateamento por outro lado é evidente. Tem funcionário fazendo vaquinha para comprar as bolachas, oferecidas às pessoas que vão buscar atendimento no INSS.'' (Leandro Donatti, de Curitiba)

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