Greve faz 80% dos frigoríficos de SP reduzir abate de frango
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Alda do Amaral Rocha 
São Paulo, 28 - A maioria dos abatedouros avícolas de São Paulo, onde predomina a produção de frango resfriado, já reduziu ou está interrompendo o abate das aves por causa da greve dos caminhoneiros, de acordo com a Associação Paulista de Avicultura (APA). O superintendente da APA, José Carlos Teixeira da Silva, disse que dos 75 abatedouros associados, cerca de 80% já reduziram o abate porque a paralisação nas estradas está impedindo o transporte dos frangos até os abatedouros.
Além da falta de condições para buscar os frangos nas granjas, as câmaras frias dos abatedouros também estão completas
uma vez que a entrega para os varejistas também está interrompida.
Segundo Teixeira da Silva, as granjas de aves também enfrentam problemas no recebimento de insumos, como rações. Para o superintendente da APA, a greve dos caminhoneiros pode acarretar problemas no abastecimento, já que deve gerar mortalidade de aves e redução da produtividade dos frangos pela falta de ração para alimentar as aves.
De acordo com a APA, já há registro de mortalidade de pintos de um dia e de aves adultas. Além isso, há perda também de ovos férteis que seriam incubados.
Prejuízos - Cálculos da Associação Paulista de Avicultura indicam que os prejuízos provocados apenas pela falta de comercialização de frangos e ovos no Estado de São Paulo em decorrência da greve é de R$ 2,7 milhões por dia (R$ 1,8 milhão com frango e R$ 900 mil com ovos). No Estado, são produzidos diariamente 1 milhão de frangos e 18,2 milhões de ovos, de acordo com a APA. A associação estima que a situação do abastecimento só voltará ao normal um semana após o término da greve.
A Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte estima que em dois dias a greve dos caminhoneiros gerou prejuízos diretos de R$ 10 milhões para o setor. A Apinco divulgou comunicado informando que estuda medidas legais para responsabilizar criminalmente o governo pelos prejuízos que o setor está enfrentando em função da paralisação dos caminhoneiros.


