Cerca de dois mil litros de leite de soja e extrato de soja com suco de frutas foram distribuídos ontem de manhã, no Calçadão de Londrina, durante a greve de advertência dos funcionários da Embrapa, que ocorre em todo o País. A greve, em Londrina, vai até hoje, ao contrário das outras unidades que fizeram paralisação de um dia.
De acordo com Luiz de Paula Rocha, do comando de greve local, a manifestação tem o objetivo de pressionar o governo federal a fechar o acordo coletivo de trabalho. A data base da categoria é maio. O sindicato da categoria já ajuizou ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o dissídio irá a julgamento em 14 de dezembro, em Brasília.
Os funcionários pedem reajuste salarial de 20,1%, aumento no valor do vale-refeição de R$ 7,50 para R$ 12,00, e da titularidade dos pesquisadores em 5% para quem tem mestrado e doutorado. O salário inicial está em torno de R$ 500,00 para os funcionários técnico-administrativo.
A unidade da Embrapa Soja, em Londrina, possui 294 funcionários. Trinta deles foram liberados, conforme acordo entre a empresa e o comando de greve, para manter os serviços essenciais, não afetando as pesquisas em andamento.
O chefe-geral da Embrapa Soja, Caio Vidor, disse que a greve é legítima e que a paralisação não afetou o andamento das pesquisas. Ele afirmou que a adesão chegou a 87% dos funcionários. Hoje, às 15 horas, na Associação da Embrapa, os funcionários fazem assembléia para avaliar os avanços dos dois últimos dias.

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