A proposta de reajuste salarial do governo para os policiais militares de Alagoas, feita anteontem, agradou aos oficiais, que voltaram ontem ao trabalho. Cabos e soldados se irritaram com os superiores mantêm o movimento. Dividida, a Polícia Militar alagoana viu a Justiça considerar ilegal a greve, iniciada na quarta-feira.
Cabos e soldados uniram-se aos policiais civis, recusaram as propostas de aumento do governador Ronaldo Lessa (PSB), marcharam pela cidade e decidiram acampar na frente do Palácio do Governo, na Praça dos Martírios.
Ontem a assembléia de policiais militares e civis reuniu cerca de 500 pessoas, metade do número que havia no primeiro encontro. Um dos motivos foi a divisão do movimento. Os grevistas consideram o tenente-coronel Jean Paiva, presidente da Associação de Oficiais, um ‘‘traidor’’, por ele ter negociado reajustes considerados ‘‘ridículos’’. Paiva havia proposto aumento de 40% para os militares, a serem pagos até o próximo ano.

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