Greve dos vigilantes começa afetar comércio no Estado
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
A greve dos vigilantes que trabalham nas empresas de transporte de valor do Paraná começa a afetar o comércio em algumas regiões. Em Curitiba, já está faltando dinheiro no comércio e os lojistas estão com dificuldades de arranjar troco, informou a assessoria de imprensa da Associação Comercial do Paraná (ACP). De acordo com a entidade, em torno de 30% da movimentação comercial é realizada em dinheiro e os comerciantes estão procurando outras formas para efetuar as vendas.
Os lojistas ainda não sentem queda nas vendas, comentou a assessoria, mas estão procurando fazê-las mediante cartão de crédito ou cheques pré-datados. O saque em bancos também já está complicado. Trabalhadores que recebem vale quinzenal como parte de salário só estão podendo retirar o dinheiro nas agências bancárias. As quatro empresas responsáveis pela entrega de dinheiro para os bancos transportam R$ 1 bilhão por dia no Paraná. Desses, R$ 200 milhões são transportados em Curitiba.
O assessor do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolina (Sindivigilantes), Valdener Oliveira, informou que uma reunião ontem à tarde com o presidente das Empresas de Transportes de Valores do Paraná (Sindivalores) não chegou a um consenso. ''Eles não apresentaram nenhuma contraposta e, portanto, a greve continua por tempo indeterminado'', afirmou Oliveira.
Segundo ele, a greve tem 100% de adesão na Capital e também nas principais cidades do Estado como Londrina, Cascavel, Maringá e Foz do Iguaçu. Com exceção de Londrina, que aderiu ao movimento somente na última terça-feira, as demais cidades iniciaram a paralisação na quinta-feira da semana passada. A Folha não conseguiu contato com o presidente do Sindivalores, Gerson Pires, ontem no final da tarde.
A exemplo de Curitiba, o comércio londrinense também pode começar a sofrer com a falta de troco caso a greve persista por mais alguns dias. O auxiliar administrativo do Sindivigilantes, Tiago Teleginski, disse que lotéricas e estabelecimentos pequenos já são atingidos pela paralisação. ''Já tivemos informações de falta de dinheiro em caixas eletrônicos'', disse Teleginski.
Os 1.800 trabalhadores no Estado - 200 deles estão em Londrina - reivindicam 6% de reajuste (valor do INPC), 4% de aumento real, o aumento da contribuição por risco de vida de 20% para 30%, um vale alimentação de R$ 12 ao invés de R$ 10 e o pagamento de horas extras trabalhadas e não a compensação de horas como vem sendo feito.


