Greve dos servidores do INSS é parcial
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terça-feira, 16 de junho de 2009
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério da Previdência Social informou que, até as 13 horas de ontem, 837 agências da Previdência em todo o País funcionavam normalmente, 27 estavam paralisadas devido à greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 98 funcionavam parcialmente devido ao movimento. No total, foi avaliado o funcionamento de 962 agências das 1.110 existentes em todo o País.
No primeiro dia de greve, que acontece por tempo indeterminado, o público paranaense não sentiu reflexos no atendimento: qualquer procedimento pré-agendado, como perícias, desbloqueio de pagamentos, auxílio-natalidade e emergências, continua sendo feito. Não há agências fechadas, todas trabalham com o mínimo de 30% de efetivo, previsto por lei. Os médicos peritos não estão em greve e não integram o Sindicato dos Previdenciários do Paraná (Sindiprevs) que lidera a paralisação.
De acordo com a gerência executiva, apenas os servidores da capital entraram em greve. Cerca de 30% da categoria aderiu à paralisação em Curitiba, já na Região Metropolitana foi de 20%. Nas demais regionais de Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa não houve adesão. Já o Sindiprevs informou que o percentual de adesão foi maior, de 50% dos servidores em todas as agências de Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana. No total, há 1,6 mil servidores administrativos em todo Paraná.
A greve reduziu em 10% os serviços de atendimento em Curitiba. Aquelas pessoas que a gente não conseguir atender, vamos reagendar até que essa situação se resolva. E garantimos ao segurado, como previsto em lei, a data de entrada do requerimento, informou o gerente excutivo do INSS em Curitiba, Altamir da Silva Cardoso. É possível também agendar atendimento pelo 135.
Pela manhã, o movimento na agência central de Curitiba era normal. As reclamações se direcionavam aos atrasos para os atendimentos agendados. Estava marcado para às 9h30 e só fui atendido às 11h15. Peço para me encostar porque depois de um acidente fiquei com problemas no braço e dores no peito e na cabeça, contou o motorista Evaldo Weiss, 62 anos.
Nossa greve não é para aumento de salário. Queremos a manutenção do nosso salário. Desde o dia 1º de junho, por lei, temos que trabalhar oito horas diárias e não mais seis horas. Pedimos que contratem os aprovados no último concurso público e reduzam a carga horária, fazendo dois turnos de seis horas, esclarece Jaqueline Mendes de Gusmão, diretora da Secretaria Jurídica do Sindiprevs.


