Greve dos servidores do INSS completa hoje 10 dias
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terça-feira, 27 de abril de 2004
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Apesar da greve nacional dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a procura por informações tem sido grande nas agências de Londrina. No posto da Rua João Cândido (Região Central) dezenas de pessoas se aglomeravam ontem na porta sem saber se iriam ou não ser atendidas. Já na agência do Shangri-lá (Região Oeste) a procura é menor.
O posto da João Cândido está funcionando parcialmente, segundo a chefe de serviço de benefício da gerência, Cristina Mello, já que nem todos os funcionários aderiram a paralisação. Só as perícias médicas já agendadas estão sendo realizadas normalmente nas duas agências. A greve completa hoje 10 dias.
Pelo segundo dia consecutivo, o agricultor Oguishi Massumi, de 54 anos, tentava ontem atendimento na agência da João Cândido. No dia anterior ele já havia esperado por quase duas horas para ser atendido. ''Estou esperando. Vim ontem e não consegui, por isso vim hoje de novo'', disse o agricultor, que é de Assaí (36 km a leste de Londrina) e precisa de uma certidão negativa para dar entrada num processo de custeio agrícola.
Já o auxiliar de serviços gerais Ananias Alves de Souza, de 35 anos, está preocupado com o tempo que a greve deve durar. Isto porque precisa dar entrada num processo de acidente de trabalho. ''Não consegui por causa da greve e agora eu fico sem receber e sem poder trabalhar, e sem saber quando acaba essa greve'', reclamou.
Cristina Mello explicou que uma maneira do usuário garantir a data de entrada do requerimento de benefícios é fazer o pedido através dos Correios ou da internet. Dessa maneira, quando acontecer o retorno ao trabalho, o usuário poderá receber o benefício retroativamente. ''Na agência da João Cândido os funcionários estão dando informações e recebendo as exigências de processos que foram habilitados antes da greve, mas não estão habilitando nenhum benefício'', explicou.
Os servidores iniciaram a greve devido ao descumprimento de um acordo firmado entre o governo e a categoria no ano passado, quando ficaram em greve por 50 dias. O governo enviou ao Congresso um plano de cargos e salários para os servidores do INSS sem consultar a categoria, com reajustes diferentes do reivindicado.


