Curitiba - Completou 30 dias, ontem, a greve dos médicos peritos do INSS. Em Londrina, onde estima-se que 50% dos servidores tenham aderido à paralisação, só é possível agendar uma perícia a partir do dia 30 de setembro. No Paraná, cerca de 250 médicos peritos da Previdência Social atuam na linha frente de atendimento. A greve começou no dia 23 de junho.
Segundo a delegada regional da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social, Raquel Scheffel, a principal reivindicação da categoria é com relação à segurança nos postos de atendimento. Eles também reclamam a redução da carga horária das atuais 40 horas semanais para 30 horas corridas, além da regulamentação de uma gratificação de produtividade.
O INSS informou, em nota, que a maioria das propostas já estão em fase de implementação ou aperfeiçoamento e que já está em vigor uma lei que permite a opção pela jornada de 30 horas semanais, com redução proporcional de salário.
Em Curitiba, a adesão à greve é de 80% dos peritos que atuam na linha frente e a espera por uma consulta chega a quatro meses. Em Cascavel (Região Oeste) estima-se que sejam todos os servidores. Maringá (Região Noroeste) e Ponta Grossa (Campos Gerais) não informaram a proporção de grevistas. Contudo, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), 50% dos profissionais de cada agência precisam manter o atendimento.
A orientação do órgão é que quem tem perícia agendada compareça à agência na data e hora marcada para a realização do procedimento. Caso não seja atendida, a pessoa poderá marcar uma nova data imediatamente.

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