São Paulo - Acuados, os funcionários do metrô de São Paulo desistiram de retomar a paralisação da categoria, que durou cinco dias e foi suspensa na segunda-feira. Os metroviários ameaçavam voltar a cruzar os braços nesta quinta-feira, dia da abertura da Copa, caso o governo estadual não reconsiderasse a decisão de demitir 42 grevistas.
Após fracasso de reunião com o Metrô nesta quarta, que se recusou a readmitir os funcionários, o próprio presidente do sindicato dos metroviários, Altino Prazeres, defendeu o fim da paralisação durante assembleia da categoria, que reuniu cerca de 3 mil pessoas à noite. "Que a gente saia daqui não com o rabo entre as pernas, mas temos que reconhecer a realidade da categoria", afirmou o sindicalista.
Além da demissão dos 42 trabalhadores, por justa causa, pelo governo, a Justiça multou o sindicato em R$ 900 mil - R$ 100 mil por dia pelos primeiros quatro dias de paralisação e R$ 500 mil por ter desrespeitado a ordem de por fim à greve após o julgamento, no domingo.
Em meio às ameaças de retomada do movimento, o Tribunal Regional do Trabalho pediu na terça o bloqueio de R$ 3 milhões do sindicato, para garantir o pagamento das multas.
Na assembleia, o presidente da entidade falou em fazer uma campanha com a população para arrecadar o valor e marcou uma passeata para as 10 horas desta quinta, partindo do sindicato no Tatuapé, zona leste de São Paulo. Segundo Prazeres, ela irá em direção ao estádio Itaquerão, onde será realizada a abertura da Copa.

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