Greve dos Correios termina após julgamento
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Em sessão extraordinária de julgamento de dissídio realizada ontem à tarde, em Brasília, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou o fim da greve dos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Os servidores devem retornar às atividades já no primeiro horário da escala de trabalho de hoje. Além disso, o TST concedeu um reajuste de 6,5% para a categoria. O aumento salarial é retroativo a 1º de agosto e supera a proposta feita pela empresa, de 5,2%.
O órgão definiu que os trabalhadores deverão compensar os dias parados com trabalho extra em até seis meses, sem desconto na folha de pagamento. Caso a decisão não seja cumprida, a categoria poderá pagar multa de R$ 20 mil por dia. Os ministros ainda decidiram que a paralisação não foi abusiva porque foi comunicada com antecedência pelos empregados. O TST também determinou a formação de uma comissão com representantes da empresa e dos trabalhadores para debater a adaptação do plano de saúde oferecido atualmente às normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Duas audiências de conciliação já tinham sido realizadas, mas os Correios e os servidores não chegaram a um consenso.
Para o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), a decisão privilegiou, mais uma vez, a empresa. ''Apesar do reajuste ter sido superior ao que a empresa nos tinha proposto, ficou longe dos 43% pedidos desde o início da mobilização (10% de reajuste e 33% de reposição). Mesmo assim vamos respeitar a decisão e repor os dias parados no período que foi determinado'', destacou o secretário-geral do sindicato, Luiz Antônio Ribeiro.
Mutirão
Os Correios vão fazer um mutirão nacional no final de semana para que os serviços já estejam normalizados a partir da próxima segunda-feira. A empresa também informou que cerca de 11,8 mil funcionários aderiram à greve até ontem, o que representa 9,8% do total de 120 mil em todo o País. Por outro lado, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) aponta que a adesão variou entre 40% ou 50%.


