Curitiba - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima terça-feira uma reunião de conciliação entre a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares, que representa os trabalhadores dos Correios em greve e a direção da empresa. O objetivo é buscar um acordo entre as partes antes que o dissídio coletivo da categoria seja julgado.
No Paraná, os trabalhadores entraram com mandado de segurança no TRT-PR para não terem os dias parados descontados, mas o tribunal negou o pedido. Ontem, as assembleias dos 35 sindicatos do País resolveram manter a paralisação da categoria que já dura mais de 15 dias. Os trabalhadores não aceitaram a contraproposta da empresa, apresentada na última quinta-feira. Sem acordo, os representantes dos Correios protocolaram no mesmo dia, no TST, o pedido de dissídio coletivo. Também pediram uma liminar para a suspensão da greve com julgamento do mérito de ser abusiva.
Os trabalhadores entraram em greve no dia 14 de setembro por não aceitarem a proposta inicial da empresa de 6,87% de reajuste, aumento real de R$ 50 e abono de R$ 800. Eles pediam 7,16% de reajuste, aumento linear de R$ 200 e piso salarial de R$ 1.635.
A contraproposta da empresa era descontar os dias parados, aumento linear de R$ 80, reajuste salarial de 6,87% e abono de R$ 500.

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