Greve dos Correios deve ser decidida na Justiça
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Agência Estado 
O desconto em folha dos dias parados pelos trabalhadores dos Correios que aderiram à greve foi o que impediu o fechamento de um acordo entre o sindicato da categoria e a estatal hoje (28).
O presidente da empresa, Wagner Pinheiro, em reunião nesta quarta-feira, no Ministério Público do Trabalho, disse que as negociações chegaram a avançar, mediante a contraproposta apresentada pela estatal
Os Correios decidiram pagar um abono de R$ 500 e um aumento de R$ 80 a partir de janeiro em substituição à proposta inicial que previa um abono de R$ 800 e uma parcela fixa de aumento no salário de R$ 50. No entanto, o sindicato se retirou da mesa de negociações, segundo Pinheiro, quando a estatal abordou o corte do ponto de quem aderiu à greve. "Lamentamos eles terem tomado a iniciativa de ir para a Justiça. Não descontar (os dias parados) não tem condição", afirmou Pinheiro.
Alguns sindicatos regionais já entraram com ações na Justiça com o objetivo de impedir o desconto dos dias parados, mas as decisões da Justiça não são unânimes. Na Paraíba, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postais, Telégrafos e Similares (Sintec-PB) obteve liminar para que não haja corte de ponto nem de vale-transporte e vale-alimentação dos grevistas. Os Correios já recorreram da decisão. No Rio Grande do Sul, porém, o pedido foi indeferido.
Segundo Pinheiro, a empresa até se dispôs a fazer o desconto dos dias parados de forma parcelada, mas o sindicato foi irredutível. Pinheiro lembrou que a estatal tem feito mutirões para fazer triagens e entregar encomendas e que já convocou 5.300 aprovados no concurso realizado em maio para amenizar os efeitos da greve.


