São Paulo - A greve por tempo indeterminado, iniciada pelos bancários do País na quinta-feira, se espalhou ontem por mais dois Estados, conforme levantamento das centrais sindicais da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. O balanço mais recente dos trabalhadores mostrou que a paralisação atingiu 25 Estados e o Distrito Federal, com a exceção apenas do Estado de Roraima.
Segundo a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ontem à noite haveria mais uma rodada de negociação entre o Comando Nacional dos trabalhadores e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que apresentou no dia 20 de setembro a proposta, de reajuste salarial de 4% e abono de R$ 1.000, rejeitada pelos trabalhadores.
A Confederação Nacional dos Bancários (CNB), que é ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e reivindica aumento de 11,77%, informou que empregados de Rondônia decidiram ontem pela adesão à greve e reforçaram o movimento. No Paraná, os bancários vão aguardar as negogiações nacionais, continuando com paralisações isoladas.
Outra adesão à paralisação ficou por conta dos trabalhadores de Tocantins, que, em conjunto com os bancários de Goiás e do Amazonas, participam de outra entidade - a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec). Eles promoveram a suspensão parcial dos trabalhos, principalmente na Caixa Econômica Federal, com o objetivo de conquistar reajuste salarial de 15,38%.

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