Greve do metrô de São Paulo é suspensa
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terça-feira, 10 de junho de 2014
Folhapress 
São Paulo - No dia em que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu demitir por justa causa 42 trabalhadores do metrô de São Paulo em greve, a categoria decidiu suspender a paralisação até quarta-feira, véspera da abertura da Copa. Depois de uma assembleia tensa, na noite desta segunda-feira, a maioria decidiu interromper o movimento na expectativa de que o governo reveja as demissões.
Uma nova assembleia será feita nesta quarta-feira. Após perder adesão, os grevistas cogitavam pôr fim à paralisação. Exigiram, para isso, que as demissões fossem canceladas. O governo não aceitou a proposta, mas, ainda assim, os grevistas recuaram.
A direção do sindicato defendia a continuidade da greve, mas a categoria estava dividida - houve até casos de demitidos que defenderam o fim da paralisação.
Pela manhã, o governo enviou telegramas de demissão para 42 grevistas que, na versão da gestão, incentivaram o movimento, participaram de piquetes para impedir outros funcionários de trabalhar ou usaram os sistema de som para veicular mensagens sobre a greve sem autorização. O sindicato dos metroviários diz que as demissões são injustificadas e foram usadas para intimidar a categoria.
A segunda começou com um protesto violento, com barricadas e intervenção da PM com bombas de gás em frente à estação Ana Rosa. Mas terminou com a greve dando sinais de esgotamento.
Segundo o governo, um terço dos funcionários do turno da manhã voltou ao trabalho e, no fim da tarde, 50 das 65 estações da rede estavam funcionando. Apesar disso, a capital paulista teve mais um dia tumultuado, com trânsito acima do normal e ônibus superlotados.
Os metroviários receberam aumento de 8,7%. E a inflação acumulada desde o último reajuste, em maio de 2013, é de 5,8%. Eles queriam um aumento de ao menos 10%. O piso da categoria, antes do reajuste, era de R$ 1.323,55.


