Curitiba- Cerca de 11,8 mil paranaenses deixaram de ser atendidos durante os dois dias de paralisação de alerta dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Das 51 agências do Estado, 23 permaneceram fechadas, o equivalente a 45% do total. A previsão é de que todo o atendimento seja normalizado hoje.
O comando de greve do INSS pede um reajuste salarial de 127% ao governo federal. O valor corresponde às perdas salariais de 1995 a 2003. Os funcionários públicos querem ainda que o governo federal melhore as condições de trabalho de todos os funcionários da seguridade social. O movimento atingiu não só o INSS, mas também servidores públicos dos ministérios da Saúde, Trabalho e Previdência, e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
Com a greve de 24 horas, ficaram suspensos os atendimentos nas agências do INSS, o cálculo da revisão de aposentadorias e o encaminhamento de novas concessões de benefícios. Apenas foram garantidas as consultas agendadas previamente com os peritos médicos, que fizeram uma greve no final do ano passado e conseguiram garantir melhorias salarias e concurso público em portaria publicada pelo governo federal.
Nova greve Apesar dos avanços nas negociações entre os servidores da seguridade social e o Ministério da Previdência, um novo indicativo de greve está confirmado para o dia 20 de abril. As informações são do diretor da Federação Nacional dos Servidores da Saúde e Previdência Social (Fenasps), João Torquato.
A Fenasps obteve algumas garantias do secretário-executivo do Ministério, Floriano Martins de Sá Neto, para a melhoria das condições de trabalho e atendimento ao público nas agências do INSS. A política do Ministério, segundo o secretário, é trabalhar o processo de valorização dos servidores, principalmente aqueles que atendem diretamente ao público e os mais antigos.
No dia 15 de abril, os servidores da seguridade social, que inclui funcionários das áreas de saúde, trabalho e previdência social, se reúnem em plenária nacional para comandar nova paralisação, que pode ser deflagrada no dia 20, em todo o país. (Com Agência Brasil)

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