Greve do INSS ganha adesão no Estado
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Gilmar Agassi<BR>De Cascavel 
A greve dos servidores da Previdência Social ganhou a adesão de municípios do Oeste e Noroeste do Paraná. Em Cascavel, com a paralisação iniciada ontem, uma média de 600 pessoas, que recebem senhas todos os dias, ficam sem atendimento. Somente as perícias médicas previamente marcadas e o pagamento de salário- maternidade foram mantidos.
Entre às 8 e 14 horas, os servidores permaneceram em frente à agência explicando aos usuários os motivos da paralisação. Segundo Moacir Lopes, da Delegacia Sindical de Cascavel, cerca de 95% dos servidores aderiram à greve. Mesmo paralisados estamos prestando esclarecimentos a todos que procuram a agência. Queremos apenas que entendam nossas reivindicações, disse.
Depois de uma reunião com os servidores, representantes da Delegacia Sindical estiveram em Toledo participando de uma assembléia para convocar os funcionários a aderirem ao movimento. Lopes destacou que, além da reposição salarial acumulada 75,48%, outra reivindicação está relacionada à falta de concurso público para contratação de funcionários. Alguns dos servidores já estão se preparando para a aposentadoria. Quando isso acontecer, o atendimento ficará bastante deficitário, conclui.
Apenas os funcionários do posto do INSS de Cianorte não aderiram à greve dos servidores federais, na região de Maringá. Ontem, no segundo dia de paralisação, também os servidores do posto de Paranavaí (70 km de Maringá) aderiram ao movimento.
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Federais, em Maringá, Carlos Antonio do Amaral, na agência de Maringá houve maior adesão ontem. Só não paralisaram as atividades os servidores com cargo de chefia, disse. Segundo ele, a comunidade está solidária à paralisação. Quando as pessoas chegam na agência e ficam sabendo das nossas reivindicações, elas concordam com a gente, afirmou. (Colaborou Lucinéia Parra, de Maringá)


