Greve do INSS está longe de ter desfecho
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A paralisação dos servidores públicos federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Ministério da Agricultura completou, ontem, uma semana, e parece estar longe de um desfecho. Os representantes dos comandos de greve no Paraná afirmam que as negociações ainda dependem de gestões políticas junto ao Congresso Nacional e novas conversas com o poder executivo.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social (Sindiprevs), Jaqueline Mendes, ontem, a agência do INSS em Arapongas paralisou, parcialmente, suas atividades aumentando para 22 o número de cidades que aderiram ao movimento até agora. Segundo ela, os primeiros servidores do Ministério da Saúde a cruzarem os braços foram os de Ponta Grossa, que confirmaram, ontem, a adesão.
Hoje, os funcionários do INSS de União da Vitória e de Irati decidem, em assembléia, se paralisam suas atividades. Jaqueline afirmou que, na segunda-feira, a greve deverá ganhar o apoio de servidores das delegacias regionais do Trabalho (DRTs) de Londrina e Apucarana.
A assessoria de imprensa do INSS informou que, até o momento, não foi registrado nenhum transtorno maior no atendimento aos segurados por conta da greve. Uma resolução da Secretaria da Receita Previdenciária, do Ministério da Previdência, estendeu até 1º de julho o prazo de vigência das Certidões Negativas de Débito (CNDs) que venceram a partir de 2 de junho. As empresas dependem desse documento para participar de licitações e fazer financiamentos.
Já a greve dos servidores do Ministério da Agricultura está causando atraso na liberação, por exemplo, das guias de importação. A informação é do coordenador do movimento no Paraná, Gerson Waldemar Karpstein. Segundo ele, os fiscais categoria que não participa da greve só estão conseguindo emitir cerca de 120 documentos por dia, quando a média normal é de 200 guias. Outros 350 processos de ''registro nacional de sementes e mudas'' documento exigido para importação e exportação estão acumulados no órgão.
Ainda de acordo com Karpstein, os 13 mil pescadores do Paraná que dependem dos serviços do Departamento de Pesca do Ministério da Agricultura também estão sem atendimento, já que a paralisação no Estado é quase total. Segundo ele, dos cerca de 360 servidores, apenas o chefe da área financeira não aderiu à greve. Os servidores aguardam uma reunião no ministério, que deve acontecer na próxima semana, e só retornam ao trabalho com o compromisso de que receberão a gratificação salarial reivindicada.


