A disputa entre a Prefeitura de São Paulo e os empresários do setor de transporte público prejudicou ontem mais de 1,5 milhão de passageiros, que ficaram sem ônibus no segundo dia da greve dos motoristas e cobradores. Ontem, o prefeito Celso Pitta (PPB) declarou guerra e decidiu enfrentar os empresários, determinando a abertura de concorrência pública para o sistema de transporte. Ele denunciou a caracterização de ‘‘locaute indireto’’.
Os trabalhadores pararam porque os empresários associados ao Transurb - o sindicato patronal - decidiram não distribuir os vales-refeição este mês. Supostamente, a medida é uma forma de pressionar o governo municipal a pagar dívidas de mais de R$ 400 milhões. ‘‘Não vou aceitar chantagem e utilização dos motoristas e cobradores como massa de manobra contra a população’’, afirmou Pitta.
Em audiência à tarde, as partes não chegaram a qualquer acordo.

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