Agência Estado
De São Paulo
Cerca de 900 mil passageiros voltaram ontem a ficar sem ônibus, no terceiro dia de greve parcial de motoristas e cobradores de São Paulo. Mais uma vez, também houve lentidão no trânsito da cidade, provocada pelos protestos da categoria, que incluíram o estacionamento de ônibus no centro e na zona sul.
A manhã começou da mesma maneira que o dia anterior, com nove empresas paradas e mais de 2,5 mil ônibus fora de circulação. Novamente, a zona leste da cidade foi afetada, mas também houve reflexos fortes na zona sul, que enfrenta dificuldades por praticamente não ter alternativas, como o trem e o metrô. Paralisaram as operações as empresas Penha-São Miguel, São José, Transvipa, Vila Industrial, Bola Branca, Jurema, Campo Belo e São Luiz.
Os protestos atingiram os terminais Parque Dom Pedro, Santana, Cidade A.E Carvalho, João Dias e Capelinha. Ao meio-dia, a situação foi normalizada apenas em Santana, na zona norte. Para contornar a situação, a São Paulo Transporte (SPtrans) utilizou o Plano de Apoio entre Empresas em Situações de Emergência (Paese), deslocando 406 carros de outras empresas para conduzir os passageiros.
No período da tarde, três empresas foram retomando as atividades aos poucos e diminuindo os problemas dos passageiros. No fim do dia, apenas três empresas permaneciam em greve. Além da paralisação, a categoria espalhou ônibus pela cidade, muitos deles com os pneus furados. Os grevistas reivindicam o pagamento dos salários, que está atrasado.

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