Cerca de 1,2 milhão de pessoas ficaram sem ônibus ontem, em mais um capítulo da queda-de-braço na qual se transformou a crise do transporte coletivo em São Paulo. O Sindicato dos Motoristas informou ter convocado a greve pelo atraso no pagamento dos salários. As empresas alegam que a Prefeitura só lhes repassou parte dos recursos devidos. A administração atribuiu a greve a um locaute (paralisação determinada por empresários). O impasse pode ter consequências hoje em algumas regiões da cidade.
O presidente do Sindicato dos Motoristas, Edivaldo Santiago da Silva, disse que parte da frota pode permanecer parada hoje de manhã. ‘‘Ficaremos negociando nas garagens, durante toda a madrugada. Não temos certeza se todos os ônibus vão estar nas ruas’’, ameaçou. ‘‘De qualquer forma, o paulistano não vai ter problemas. A frota aos sábados já é reduzida. Qualquer coisa, é só usar o sistema de transporte da prefeita (Marta Suplicy) e do secretário (de Transportes, Carlos Zarattini): os perueiros.’’

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