Greve de servidores bloqueia leitos de UTI
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, que atende pacientes de todo o Paraná, está em alerta. Apesar dos médicos da instituição terem suspendido a paralisação prevista para a manhã de ontem, após o governo federal anunciar que vai modificar o texto da Medida Provisória (MP) nº 658/2012 antes de encaminhá-la para o Congresso Nacional, os servidores técnicos-administrativos, por outro lado, estão de braços cruzados desde segunda-feira e mais profissionais estão aderindo à greve.
Com isso, segundo informações do HC, dos 40 leitos de UTI, 15 já estão bloqueados. Além disso, cerca de 770 exames por dia estão sendo cancelados, e diversos serviços do hospital, como coleta de sangue, urina e fezes para análises de laboratório, além de raio-x, tomografia, ultrassom e endoscopia digestiva, também estão sendo afetados.
O comunicado do HC ainda informa que os demais exames (métodos cardiológicos, mamografia, função pulmonar) permanecem com atendimento normal. Pacientes dos ambulatórios de anticoagulante, hematologia e oncologia, transplante de medula óssea, transplante hepático e gestantes de alto risco devem se dirigir diretamente às suas clínicas.
Conforme o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná (Sinditest-PR), que representa a categoria, o último reajuste salarial da categoria, com impacto financeiro, foi em 2010.
De acordo com o médico e chefe do Setor de Urgência e Emergência do HC, Eduardo Lourenço, alguns setores do hospital já estão sentindo o efeito da greve dos servidores, principalmente com relação aos leitos bloqueados. Na assembleia realizada ontem de manhã, os profissionais decidiram suspender a paralisação ao analisarem a promessa do governo federal de que uma emenda irá corrigir o problema na estrutura de remuneração dos profissionais de saúde dentro da MP 658/12.
A decisão federal foi anunciada na última terça-feira. ''O governo reconheceu seu erro e, por isso, decidimos retornar ao trabalho. Esperamos que corra tudo certo e a emenda à MP 658 seja aprovada no Congresso'', destacou.


