Greve de professores das federais começa hoje
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os quase 5 mil professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) entram em greve a partir de hoje. Com isso, mais de 50 mil estudantes das duas instituições vão ficam sem aulas.
A UFPR tem três campi em Curitiba, Litoral e Palotina, no Oeste do Estado, com aproximadamente 3 mil docentes e cerca de 26 mil estudantes de graduação. Já a UTFPR possui 1.985 professores e 25.634 alunos em instituições na capital, em Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Medianeira, Francisco Beltrão, Toledo, Pato Branco, Dois Vizinhos e Ponta Grossa.
Entre as reivindicações da categoria estão a carreira única com incorporação em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para cada regime de 20 horas, e percentuais de acréscimo relativos à titularidade e regime de trabalho.
Hoje à tarde docentes da UFPR promovem no pátio da reitoria, na capital, um ato público. ''Vamos distribuir um material para os alunos sobre as reivindicações da categoria'', explicou Rogério Miranda Gomes, secretário-geral da Seção Sindical da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR). Ainda não há previsão de mobilizações em outros campi da instituição ou na UTFPR.
No Paraná existem outras duas instituições federais: o Instituto Federal do Paraná (IFPR) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Os professores do IFPR vão aguardar até o dia 31, data fixada para o governo federal apresentar uma nova proposta, para decidir se paralisam as atividades.
''O descontentamento existe, mas vamos esperar antes de suspender as aulas bruscamente'', disse Nilton Ferreira Brandão, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Tecnologia do Paraná (SindiEdutec), órgão que representa os servidores do IFPR. A Associação de Docentes da Unila (Adunila) informou que os professores se reúnem na próxima semana para decidir a possibilidade de adesão ao movimento.


