Greve de professores completa um mês
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segunda-feira, 18 de junho de 2012
Rubens Chueire Jr. <br>Equipe da Folha 
Curitiba - A greve dos professores das universidades federais completou ontem um mês, com adesão de quase 90% das instituições de todo o País, segundo o último balanço divulgado pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). O movimento começou no dia 17 de maio e hoje conta com o apoio de docentes de 54 instituições federais, sendo 49 universidades e cinco dos 40 institutos ou centros federais de educação tecnológica.
No Paraná, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Técnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) estão com grande parte das aulas suspensas. As três instituições possuem cerca de cinco mil docentes e mais de 50 mil estudantes.
A categoria reivindica carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.
Os professores alegam ainda que as universidades federais têm vivido um processo de ''precarização'', consequência da política de ''expansão desordenada'' iniciada pelo Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) - criado pelo governo federal em 2007.
''O movimento está muito forte e isto fica comprovado pela adesão dos docentes em todo o País. Aqui no Paraná visitei diversos campi, entre eles de Londrina, Apucarana, Campo Mourão, entre outros e verifiquei a insatisfação em todos os locais. E, por isso, estamos aguardando uma resposta do governo federal'', afirmou o presidente do Sindicato dos Docentes da UTFPR (Sindutfpr), Ivo Queiroz.
Escolas técnicas
Os servidores técnicos administrativos e os professores dos institutos federais de educação tecnológica oficializam hoje o movimento de greve em todo o país, com a instalação do Comando Nacional de Greve. Liderado pelo Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), o movimento atuará em conjunto à greve dos professores das instituições federais de ensino superior.
A categoria reivindica, entre outros pontos, a reestruturação das carreiras técnicas e dos docentes, a democratização das relações de trabalho e a aprovação da carga horária de 30 horas para os técnicos administrativos.
Na terça-feira, junto com o Andes-SN, representantes do Sinasefe vão se reunir com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para negociar as reivindicações das categorias em greve. (Com Folhapress)


