Sindipol alega que ainda não foi notificado sobre a ilegalidade da paralisação
Sindipol alega que ainda não foi notificado sobre a ilegalidade da paralisação | Foto: Gustavo Carneiro



Depois de 15 dias de paralisação, policiais civis retornaram ao trabalho na terça-feira (1º), após o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol) ter sido notificado da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que considera o movimento grevista ilegal. A determinação, da semana passada, estabelece multa diária de R$ 50 mil e desconto de dias parados em caso de descumprimento.
A greve foi considerada ilegal pelo desembargador Luiz Taro Oyama. Parte do conteúdo da intimação do TJ foi publicada na página oficial do Sinclapol no Facebook. No texto, o sindicato orienta os filiados "a retirar os cartazes das fachadas das delegacias".
No entanto, o Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), alega que ainda não foi notificado pelo TJ e que a paralisação está mantida. A informação de que Londrina é a única cidade onde a greve está mantida foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.
Conforme comunicado enviado ao Portal Bonde, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) foi acionada para tomar providências junto à Justiça. A intenção é estender os efeitos da liminar para que os policiais civis de Londrina retornem ao trabalho. Segundo o presidente do Sindipol, Michel Franco, apenas situações de extrema necessidade, como casos de homicídio e desaparecimentos, são atendidas durante a paralisação.

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