Greve de ônibus pode acabar hoje
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba No segundo dia de paralisação, motoristas e cobradores de Curitiba e região metropolitana respeitaram ontem os percentuais de frota mínima, previstos em lei e acordados em uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Nos horários de pico das 5h às 9h e das 17h às 20h 50% de cada linha precisa circular; nos demais, 30%. A Urbs, órgão da prefeitura responsável pela gestão do sistema de transporte, antecipou o repasse de R$ 3,5 milhões aos consórcios, que se comprometeram a pagar os salários atrasados até hoje.
Conforme a administração municipal, a dificuldade maior foi com a empresa Redentor, que atende a região Sul da cidade. Em função de um piquete, os ônibus da viação só começaram a sair da garagem por volta das 6h30. Até aquele horário, as companhias Santo Antonio, Mercês e Expresso Azul operavam com 100% de sua capacidade e as outras com 50%. Às 7h, segundo a Urbs, o sistema já estava funcionando com 62% da frota. Algumas linhas foram voltando ao normal ao longo da tarde, à medida em que as empresas quitavam as dívidas pendentes com os profissionais.
Tanto o Setransp, que representa os patrões, como o Sindimoc, sindicato dos motoristas e cobradores, confirmaram que, das 11 empresas, nove já haviam quitado os vencimentos atrasados de dezembro. Às 18h30, as únicas ainda inadimplentes eram a Redentor e a Araucária Filial, que reúnem 1,1 mil e 1,2 mil trabalhadores, respectivamente. A assessoria de imprensa do Setransp informou que elas fizeram o repasse de 90% dos valores devidos e que o restante será complementado hoje. Com isso, a tendência é de que a paralisação parcial se encerre.
O indicativo de greve foi aprovado no mês passado. Apesar da tarifa técnica ter sido reajustada, em 2015, para R$ 3,21 (e posteriormente para R$ 3,27), os atrasos continuaram frequentes. A passagem na capital custa R$ 3,30 e deve sofrer reajuste em fevereiro. A possível liberação da multa de R$ 60 por trabalhador/dia para o Sindimoc, por conta do desrespeito à frota mínima anteontem, bem como os pedidos de não desconto de salários serão avaliados em nova audiência, em 19 de janeiro.


