Greve de ônibus em Curitiba chega ao fim
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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba - As duas empresas que ainda seguiam em dívida com os motoristas e cobradores de Curitiba - Redentor e Araucária Filial quitaram seus débitos na manhã de ontem, encerrando assim a greve parcial da categoria. A informação foi confirmada pelo Sindimoc, sindicato que representa os trabalhadores. A maioria dos 7,5 mil profissionais cruzou os braços na última terça-feira, por conta dos atrasos no pagamento dos salários de dezembro.
De acordo com a Urbs, responsável pelo sistema de transporte da capital, a operação voltou ao normal por volta das 11 horas. No dia anterior, o órgão da prefeitura havia adiantado R$ 3,5 milhões ao consórcio, seguindo um acordo feito entre as partes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O montante será descontado dos valores que já seriam recebidos pelas companhias, na semana que vem. A gestão Gustavo Fruet (PDT) garante, por outro lado, que não cedeu "às pressões por uma tarifa de R$ 4". A passagem, que custa hoje R$ 3,30, deve ser reajustada em fevereiro.
O indicativo de greve, a quarta em menos de um ano, foi aprovado no mês passado. Apesar da tarifa técnica ter subido, em 2015, para R$ 3,21 (e posteriormente para R$ 3,27), os atrasos continuaram frequentes. Das 11 empresas que integram o consórcio, 9 aderiram à paralisação. A possível liberação da multa de R$ 60 por trabalhador/dia para o Sindimoc, por conta do desrespeito à frota mínima no primeiro dia do movimento, de 30% a 50%, dependendo do horário, bem como os pedidos de não desconto de salários serão avaliados em nova audiência no TRT, em 19 de janeiro.
"Alertamos que, ao contrário do que gostaríamos, o problema real não foi resolvido em caráter definitivo. Reiteramos nosso apelo para que autoridades e empresas encontrem formas definitivas de colocar fim ao problema dos atrasos salariais, que já ocorrem há três anos. O transporte coletivo de uma metrópole do porte de Curitiba não pode viver à base de remendos e paliativos", disse o Sindimoc, em nota.


