Greve de lixeiros termina em Narazé pouco antes da visita do papa
Greve de lixeiros termina em Narazé pouco antes da visita do papa16/Mar, 17:09 Jerusalém, 16 (AE-AP) - Coletores de lixo em Nazaré estão voltando ao trabalho, informou um funcionário da prefeitura hoje, depois de uma greve que ameaçou pôr em risco a visita de João Paulo II à cidade onde Jesus passou a infância. Tentando remover um outro obstáculo potencial, os rabinos rejeitaram sugestões de que os judeus ultra-ortodoxos seriam contrários à visita do papa. Montes de lixo malcheiroso sujavam as ruas da cidade como resultado da greve dos funcionários municipais, por causa do atraso nos salários. A cidade apoiou os lixeiros, pedindo US$3,75 milhões ao governo para cobrir o défict e fazer os preparativos para a visita do papa. O porta-voz da prefeitura Ramzi Hakim disse que a cidade recebeu o dinheiro e que os funcionários voltariam ao trabalho amanhã. "Nós vamos trabalhar 24 horas por dia para preparar a cidade para a visita do papa", disse. Nazaré é a maior cidade árabe em Israel, com cerca de 70 mil residentes. Os rabinos ultra-ortodoxos disseram que saúdam o pontífice, mas prefeririam que ele tirasse a cruz enquanto visitasse o local mais sagrado do judaísmo. Os rabinos quiseram desfazer a impressão, criada em parte por pichações antipapais e pôsteres que apareceram em bairros religiosos, de que os judeus ultra-ortodoxos não queriam que o papa visitasse o Estado judeu. Um legislador ultra-ortodoxo disse que o Vaticano mostrou-se sensível às preocupações de que a visita do papa forçaria os judeus a trabalhar no sabá, lembrando que uma missa originalmente marcada para sábado havia sido transferida para sexta. Os rabinos reclamaram que a missa no Monte das Beatitudes na Galiléia exigiria mais de 20 mil seguranças mobilizados no dia do descanso semanal dos judeus.





