Greve de funcionários públicos na Colômbia
Greve de funcionários públicos na Colômbia16/Mar, 19:30 Bogotá, 16 (AE-AP) - Em protesto contra a política econômica e social do governo do presidente Andrés Pastrana, milhares de funcionários públicos colombianos iniciaram hoje (16) uma greve de 24 horas da qual, segundo seus organizadores, participaram entre 70 e 80% dos trabalhadores estatais e que provocou incidentes isolados em várias regiões do país. Em ato público diante do Congresso em Bogotá que reuniu cerca de 30.000 manifestantes, dirigentes sindicais acusaram Pastrana de querer, por meio das reformas econômicas e fiscais, aumentar a idade mínima de aposentadoria e os impostos e reduzir as transferências de fundos do governo central para os serviços de saúde nos departamentos e municípios. Embora a convocação dos sindicatos tenha sido para uma greve pacífica, em Cáli, terceira maior cidade do país, a explosão de duas bombas destruiu dois caixas eletrônicos. A guerrilha incendiou três ônibus no departamento de Córdoba e obstruiu o trânsito nas estradas em várias regiões do país Em Cartagena, cidade portuária da costa atlântica, um dirigente dirigente sindical foi ferido a bala na noite anterior em incidente considerado "suspeito" pelo comando grevista. Além de policiais, cerca de 70.000 militares foram mobilizados para manter a ordem, e o governo considerou a situação "de normalidade" em todo o país. Um dos setores mais prejudicados foi o da educação pública, já que a adesão de 350.000 professores à greve deixou sem aulas 5 milhões de estudantes. Também foram atingidos os hospitais públicos, exceto os serviços de urgência. Embora parte dos funcionários das estatais Telecom e Ecopetrol tenham suspendido as atividades, não houve interrupções no serviço telefônico nem na produção de 800.000 barris diários de petróleo.





