Londrina - Durou apenas seis horas a greve dos 344 funcionários da M&M Consultoria, Construções e Serviços Ltda. reponsáveis pela limpeza de Londrina. Os trabalhadores retomariam a coleta de lixo ontem à noite e a varrição a partir da manhã de hoje. De acordo com Manassés Oliveira da Silva, presidente Federação dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Feaconspar), durante assembleia, no início da tarde, a maioria dos trabalhadores aceitou proposta de reajuste de 15% nos salários e 5% no tíquete-alimentação, o que colocou fim ao movimento iniciado por volta das 7 horas.
Conforme ele, com o reajuste, o salário dos coletores, incluindo benefício, passa de R$ 1.456 para R$ 1.592. Já o de varredor aumentou de R$ 1.080 para R$ 1.135. Para o presidente da Feaconspar, o aumento foi uma vitória, mesmo que a categoria reivindicasse inicialmente reajuste de 15% no tíquete, além do salário. ''Quinze por cento de reajuste de salário representa 10% de aumento real'', afirmou. A proposta não foi aceita por unanimidade: 120 trabalhadores foram favoráveis e 73 contrários. Segundo Silva, os coletores ficaram mais insatisfeitos com o reajuste do que os varredores.
De acordo com o Raimundo Paiva, responsável técnico pela M&M Consultoria, os trabalhadores receberão valores retroativos referentes ao mês de fevereiro e maio. Conforme ele, a empresa, que tem contrato com a administração municipal, não pretende pedir um aditivo após a efetivação do reajuste. ''Nosso contrato de coleta termina em 1º de julho. E o da varrição acaba em outubro. Só pode ocorrer (pedido de aditivo) num próximo contrato'', comentou.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informou que paga em média R$ 1,036 milhão por mês para M&M Consultoria. É um contrato emergencial que tem duração de seis meses.
A M&M é uma das empresas que participam do processo licitatório para coleta de lixo que está suspenso pelo Tribunal de Justiça. O pedido de suspensão do andamento do processo licitatório foi feito pelo Ministério Público. De acordo com a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, houve superestimação da quantidade de lixo produzida em Londrina no edital da licitação, o que elevaria o valor do contrato para R$ 119 milhões.

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