São Paulo, 26 - A paralisação nacional dos caminhoneiros teve plena adesão em Rondonópolis (MT), de acordo com João Antônio Zamigan, do Departamento de Logística da ADM. "O transporte está 100% parado em Rondonópolis", disse Zamigan.
Wanderly Rodrigues de Souza, também do Departamento de Logística da ADM, disse que todas as saídas de Rondonópolis estão impedidas, tanto para Goiás, como para Campo Grande e Cuiabá.
Fonte de transportadora de Rondonópolis disse que, no trecho entre Rondonópolis e Campo Grande, há cerca de oito pontos de paralisação. A fonte disse que só automóveis e ônibus conseguem passar.
Wanderly de Souza disse que há farelo na ADM para ser transportado para Guarujá (SP), Araguari (MG) e Alto Taquari (MT), para a ferrovia, mas não há quem carregue. João Zamigan disse que a paralisação deve atrasar a entrega de farelo de soja
mas afirmou que a empresa não tem compromissos nos portos e, por isso, a greve não deve atrasar o embarque de navios.
Zamigan e Souza disseram que a ADM carregou bastante mercadoria na semana passada com o objetivo de criar espaço para armazenar a produção desta semana, que não poderá ser transportada.
"Carregamos bastante farelo até ontem (25), trabalhamos até fora do horário para baixar os estoques", disse Wanderly de Souza. João Zamigan não acredita que o pleito dos caminhoneiros, de obtenção de uma tabela de fretes fixa, não sujeita às flutuações do mercado, seja atendida.
"Tabela não existe. É o livre mercado", disse Zamigan. Segundo ele, os caminhoneiros tampouco devem conseguir elevar os fretes. "Não tem margem para aumentar o frete. Este é o pior preço da soja em 25 anos", disse Zamigan.
Ele afirmou que há espaço nos armazéns para estocar o farelo de soja por cinco dias, sem afetar o esmagamento. A previsão dos organiza dores do Movimento União Brasil Caminhoneiro é que a greve dure até sábado (31).
Em Rio Verde (GO), os caminhoneiros interditaram o trecho da Rodovia BR-060 com destino à Itumbiará. A Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo) suspendeu temporariamente o transporte de soja com destino à Paranaguá, temendo problemas com a carga no piquetes existentes ao longo do trecho. As informações são do Setor de Transportes da Comigo.

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