Greve causa alta de hortifrutigranjeiros
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá 
O movimento dos caminhoneiros está provocando na Ceasa de Maringá o aumento de até 80% no preço de alguns produtos hortifrutigranjeiros. Na segunda-feira, uma caixa de 25 quilos de tomate custava entre R$ 12,00 e R$ 13,00 e ontem era comercializada por R$ 22,00. O aumento de 80% no preço do tomate, segundo os usuários da Ceasa, se deve à escassez do produto impedido de chegar por causa da greve.
Também o preço da batata está 60% mais alto que na segunda-feira, quando começou o movimento dos caminhoneiros. O saco de 50 quilos passou de R$ 40,00 para R$ 60,00. Produtos como a maçã e a melancia aumentaram entre 20% e 30%. A batata e o tomate são os carros-chefe do Ceasa e o aumento no preço prejudica a comercialização, afirmou o presidente da Associação dos Usuários da Ceasa de Maringá, Edvaldo Menegassi.
Segundo Menegassi, a Ceasa estava ontem recebendo apenas batata de Minas Gerais. Normalmente, as empresas recebem o produto da região Sul do Paraná ou de Santa Catarina.
O presidente da associação, disse que se o movimento continuar a situação hoje será ainda pior. Agora só nos resta esperar a boa vontade do governo em atender às reivindicações dos grevistas, completou Menegassi.
A Ceasa de Londrina registra queda de 30% do movimento por causa da greve. Segundo o presidente da Associação dos Atacadistas, Clóvis Tsuzaki, os compradores de locais mais distantes, como estados de São Paulo e Mato Grosso, não se arriscam a sair com os caminhões. A mercadoria só não está sobrando porque os atacadistas estão comprando em menor quantidade. Ainda não tivemos desabastecimento, apenas uma oscilação de preço em determinados produtos, como reflexo da oferta e procura.
Tsuzaki não descarta a possibilidade de problemas com abastecimento a partir de hoje, caso a greve continue. Por enquanto não tivemos grandes problemas porque estamos em uma região que é grande produtora de hortifrutigranjeiros, disse. A Ceasa de Londrina trabalha com 155 itens. Até ontem, a falta de produtos não chegava a 10% do total.
Em Foz do Iguaçu, metade dos 450 boxes de hortifrutigranjeiros estava fechado ontem pela manhã. Segundo os atacadistas, das 360 toneladas dos produtos que chegam diariamente à central, apenas 70 toneladas foram descarregadas ontem. Na Ceasa de Cascavel o movimento é normal.
A greve continua afetando a rotina do Porto de Paranaguá. Apenas 20 caminhões passaram durante todo o dia de ontem pelo pátio do terminal. De acordo com a assessoria de imprensa do porto, eram esperados cerca de 100 veículos. Apesar da queda, a assessoria garantiu que os estoques de farelo de soja, milho e grãos, principal produtos escoados pelo terminal, estavam normais. A baixa movimentação também está associada ao período de entressafra dos meses de dezembro e janeiro. (Com Silvana Leão, de Londrina, Emerson Dias, de Foz do Iguaçu e Dimitri do Valle, de Curitiba)


