Greve atinge 100% de adesão em Londrina
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Por volta das 17 horas de ontem, a produtora cultural Cristine Viana, 38 anos, não conseguiu realizar um saque em um caixa eletrônico no Centro de Londrina. ''Esta situação atrapalha porque a gente precisa do dinheiro imediatamente e não consegue sacar'', queixou-se. A falta do dinheiro nos bancos 24 horas é reflexo imediato da greve dos vigilantes de transporte de valores, que atingiu 100% de adesão em Londrina.
As três empresas do ramo na cidade, que totalizam cerca de 200 funcionários, estão totalmente paradas. Os grevistas estão fazendo vigília em frente às firmas em esquema de revezamento. Os carros-fortes deixaram de circular a partir de ontem. ''Agora o que nos resta é sentar e esperar a boa vontade dos patrões para negociar'', declarou Orlando Luís de Freitas, presidente da seção local do Sindicato dos Vigilantes.
Anteontem, supostos grevistas furaram pneus de carros-fortes da empresa que insistia em não aderir à paralisação. Dois vigilantes chegaram a ser detidos pela Polícia Militar (PM), mas foram liberados em seguida. A reportagem tentou entrar em contato com a firma de transporte de valores, mas foi informada que ninguém poderia prestar declarações.


