Carmem Murara
Os funcionários que trabalham com transporte de valores de Curitiba anunciaram ontem greve a partir da zero hora de hoje. A paralisação é por tempo indeterminado e mobiliza todo o setor ligado aos carros-fortes. Os vigilantes, que deveriam aderir à greve, desistiram na última hora. Eles resolveram aceitar a proposta salarial oferecida pelas empresas que dá um reajuste de 4,56%, mais 17% de aumento no valor do ticket refeição. A interrupção dos serviços poderá trazer dificuldades para os bancos, que correm o risco de ficar sem dinheiro.
‘‘Se houver boa adesão, não vamos levar nem recolher o dinheiro dos bancos’’, avisou o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte de Valores, Renato Gonçalves da Silva. Cerca de 250 funcionários trabalham na distribuição e recolhimento de valores. A greve está sendo feita para pressionar as empresas a dar reposição salarial. Os trabalhadores estão no mês da data-base e pedem reajuste de 13,09%. O índice representa a inflação no período, mais produtividade e ganho real. Os patrões concordam em repassar o índice do INPC, que deve variar de 3,9% a 4,02%.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte de Valores admitiu que uma proposta semelhante a dos vigilantes poderia ser aceita pela categoria. ‘‘Essa proposta poderá ser bem recebida, pois o trabalhador sabe das dificuldades de se negociar salário hoje em dia’’, afirmou. Silva disse que patrões e empregados têm reunião hoje para negociar os índices. Dependendo do resultado da conversa, eles põem fim à greve.

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