Greve ainda atinge três categorias
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sexta-feira, 04 de junho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar da volta dos servidores públicos federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ao trabalho esta semana e o retorno dos policiais federais depois de 58 dias de paralisação, três categorias ainda estão em greve por tempo indeterminado no Paraná: os funcionários da Justiça Federal do Trabalho, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e os auditores fiscais da Receita Federal.
No Paraná, os auditores fiscais estão em greve nos municípios de Paranaguá, Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá desde o dia 13 de abril. Eles pedem equiparação salarial com o Ministério Público (MP) federal (reajuste salarial de 30% em média), fortalecimento da Receita Federal e melhoria do trabalho. Os auditores são responsáveis pela fiscalização de todos os tributos federais e pelo desembaraço de mercadorias em portos, aeroportos e fronteiras.
Em Paranaguá, a greve está causando prejuízos a pequenas e médias empresas que estão com mercadorias paradas há mais de 50 dias porque os fiscais estão cumprindo exclusivamente decisões judiciais. Do total de 450 funcionários da ativa, cerca de 70% aderiram à greve segundo estimativas do Sindicato dos Auditores Fiscais.
A Justiça do Trabalho também está atendendo apenas serviços essenciais em Londrina, Maringá, Irati, Cianorte, Rolândia, Ivaiporã, Castro e Cornélio Procópio. Os funcionários em greve pedem reajuste das perdas salariais que vem sendo acumuladas há nove anos, cerca de 127%. ''Queremos repor as perdas, mas sabemos negociar. Nossa intenção é, antes de tudo, abrir canais de negociação'', pontuou. Nesses últimos anos, os trabalhadores receberam 3,5% de reajuste no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e 1% no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outra reivindicação é a redução da jornada de trabalho de oito para seis horas diárias. Os servidores federais estão pleiteando ainda a incorporação da gratificação de produtividade de 30% sobre os vencimentos (atualmente, são 12%). Apesar da greve, 30% dos serviços estão sendo mantidos pelos grevistas. ''Os serviços essenciais como prazos processuais e audiências são mantidos. Os advogados precisam ficar atentos para não perder os prazos. Apenas estão sendo prejudiciados os serviços de intimações, notificações, guias e mandados'', esclareceu a juíza da 4Vara do Trabalho de Londrina e diretora do Fórum, Eliane de Sá Marsiglia.


