Greve acabou, segundo o governo; PMs não sabiam
Até o início da noite de ontem ninguém tinha certeza, nem mesmo os grevistas, sobre o final do movimento. Enquanto o Exército anunciava que as negociações tiveram êxito, e o fim da greve, os manifestantes não tinham retorno sobre o atendimento de suas reivindicações, reajuste salarial e garantias de que 13 PMs líderes do movimento não seriam presos. Entretanto, um ônibus e várias viaturas estavam perto do 1º BPM, suspostamente para transportar os grevistas.
À tarde o governador de Tocantins, Siqueira Campos (PFL), convocou uma entrevista coletiva no Palácio Araguaia. Mas o assunto era outro. Campos queria anunciar aumento para os servidores da Educação. Ele falou pouco sobre a greve, afirmando que a Polícia Militar foi a categoria que mais recebeu aumentos em seu governo. O outro assunto levantado por Siqueira Campos foi a derrota do Vasco para o Flamengo, domingo.
Outra informação divulgada ontem, ainda à tarde, foi de que por volta das 15H30 Siqueira Campos teria dito, em reunião com seu secretariado, que a greve havia acabado: Graças a Deus, acabou, teria afirmado.
O acordo intermediado pelos integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, segundo informações naquele momento, previa a não-punição dos policiais rebelados, a concessão de habeas corpus para impedir a prisão de 13 líderes do movimento e a criação de comissão salarial formada por membros do governo e da PM e deputados federais.
Já de Brasília foi divulgada a informação de que a Advocacia Geral da União (AGU) pediu ontem à Justiça a suspensão da liminar que impede a entrada do Exército no Quartel do 1º BPM. O recurso foi protocolado no Tribunal Regional Federal no Distrito Federal e será avaliado pelo juiz federal Amilcar Machado.





