Gregori quer impedir transporte de valor em avião de passageiros
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sexta-feira, 18 de agosto de 2000
Agência Estado De Brasília 
O governo quer proibir o transporte de valores em aviões de passageiros. A medida está sendo estudada pelo Ministério da Justiça como forma de evitar assaltos como o ocorrido ao Boeing 737 da Vasp, que fazia a linha Foz do Iguaçu-Curitiba.
A proposta deverá ser discutida também com o Departamento de Aviação Civil (DAC), responsável pelo transporte aéreo no País.
O ministério vai propor imediatamente a proibição da simultaneidade de transporte de pessoas e valores, anunciou o ministro da Justiça, José Gregori, depois do encontro com os secretários de segurança de 13 Estados e do Distrito Federal.
O ministro classificou de inadmíssivel o assalto ao Boeing da Vasp.
Na reunião com os secretários de Segurança, Gregori avaliou os dois meses de criação do Plano Nacional de Segurança Pública e discutiu ações conjuntas das polícias Federal, Rodoviária e Receita Federal com as polícias estaduais de combate à violência e à criminalidade.
Participaram do encontro os secretários do Acre, Santa Catarina, Espírito Santo, Maranhão, Amapá, Pernambuco, Alagoas, Tocantins, Mato Grosso, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia, além do Distrito Federal.
A partir da reunião de ontem, Gregori acredita ser possível realizar nos próximos dias uma megaoperação de combate à violência.
Para isso, ele deverá reunir-se na próxima semana com os outros secretários para acertar os detalhes dessas operações. A idéia é unir todas as forças para enfrentar a violência, disse Gregori, que considera injustificável a escalada de crimes no País.
O ministro classificou como muito positivos os resultados do Plano Nacional de Segurança Pública. Nos primeiros trinta dias de vigência, o Ministério da Justiça liberou R$ 34,7 milhões para os Estados e conseguiu tirar de circulação 130 toneladas de drogas incluindo 500 mil pés de maconha destruídos pela Polícia Federal no Maranhão.
Além disso, continuam as operações de repressão ao tráfico por via aérea e interdição de pistas clandestinas na Amazônia.


